Miranda do Douro, do distrito de Bragança e sede do concelho, localiza-se no nordeste transmontano sobre a margem direita do rio Douro, tendo como freguesias limítrofes Duas Igrejas, Malhadas e Ifanes.
Empoleirada sobre as margens montanhosas e alcantiladas do rio Douro, surge como uma sentinela atenta, observando, do outro lado do rio a vizinha Espanha de Castela e Leão, a cidade de Miranda do Douro. Terra, ar, água, fogo, luz e gelo.
Com estes seis elementos em Miranda, desfruta de uma natureza pura, imponente e bela.


Património: Destacam-se em Miranda do Douro, a majestosa Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Igreja dos Frades Trinos, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Santa Cruz, o Museu da Terra de Miranda, a Rua da Costanilha, o Castelo de Miranda do Douro, as Ruínas das Muralhas, o Penedo Amarelo a Barragem de Miranda do Douro, entre outros.
Sé Catedral: traçada por Gonçalo de Torralta, é também obra de um dos irmãos Arrudas e foi edificada, ao que parece, no mesmo sitio onde antes se erguia a antiga Igreja de Santa Maria, mandada construir por D. Dinís. Com três naves, esta catedral possui uma arquitectura majestosa e um interior de grande riqueza e elegância, onde se pode encontrar uma verdadeira preciosidade, única no mundo cristão a imagem de «O Menino Jesus da Cartolinha» ou «Menino Jesus do Chapéu Alto».
Paço Episcopal: 
só restam as ruínas, que
perduram ainda no claustro de arcos abatidos jesuítas, admiram-se as colunas monolíticas, as únicas que resistiram a um incêndio no princípio do séc. XVIII.
Igreja dos Frades Trinos: de fachada barroca. Actualmente restaurada e convertida em Biblioteca Municipal.
Igreja da Misericórdia: de fachada renascentista.
Igreja de Santa Cruz: a fachada desta capela é de estilo neoclássico barroquizado do séc. XVIII.
Museu da Terra de Miranda: este museu foi fundado em 1982 pelo Padre António Maria Mourinho. Está situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, na Praça D. João III, na antiga Domus Municipalis, edifício monumental do séc. XVII, que serviu de câmara e de cadeia municipal até aos anos 70 do séc. XX.
No seu interior está exposto um acervo museológico que nos transmite o que foi e é, a vida rústica e a cultura do povo da Terra de Miranda.
O museu está dividido em 11 salas e recolhe uma amostra da vida deste povo, mas toda a região é um museu vivo, de características únicas e cultura própria, bem expressa na língua da nossa gente, nas danças, música, teatro, religiosidade, gastronomia, formas de economia e maneira de ser deste povo acolhedor que vive do campo e da pecuária.
Rua da Costanilha: de origem medieval. A sua antiguidade remonta ao séc.
XV. Os cachorros das suas janelas lembram os vícios dos séc. XV e XVI e o naturalismo desenfreado.
Castelo de Miranda do Douro: cuja construção data dos fins do séc. XIII, teve como finalidade a protecção da zona fronteiriça, mas actualmente encontra-se reduzido a um amplo terreiro.


Poço do Castelo: ia-se buscar água em cântaros. Existe ainda, de um lado uma escada de caracol e do outro, uma «rodaina» de tirar água.
Ruínas da Muralhas: tem o início da sua construção nos finais do séc. XIII. Conserva apenas, parcialmente uma torre do séc. XV, a porta da traição (falsa) a da Senhora do Amparo e o postigo.
Penedo Amarelo: uma magnífica paisagem cujo olhar se prenderá ao chamado penedo amarelo, em frente à cidade, de um amarelo bem vivo, quase a cair no Douro e que o ostenta. Quem o vê dirá que este foi picado por mão humana (tão bem desenhado está), um enorme dois que mantém um dos mistérios das redondezas.

Barragem de Miranda do Douro: as obras desta barragem foram iniciadas em 1956 e o primeiro grupo de geradores entrou em funcionamento no mês de Agosto de 1960.
A barragem mede no coroamento 263m de largura, tendo 80m de altura acima das fundações.
A potência total dos três geradores é de 174 MW/h.

Além de todos estes monumentos é ainda possível ver em Miranda o Aqueduto do Vilarinho e diversas fontes, as Piscinas Municipais, a Casa da Cultura, a Casa da Música, um castro, um miradouro, o parque de merendas de S. João das Arribas (Aldeia Nova), moinhos de água, pelourinhos e cruzeiros, igreja de S. Gerónimo (Palancar), igreja de S. Simão (Pena Branca) e igreja de N. Srª da Encarnação (Vale de Águia).
Anexas: Aldeia Nova, Palancar, Pena Branca, Vale d’Águia.
Feriado Municipal: 10 de Julho
Orago: Santa Maria Maior
Área: 3748 ha
Residentes: 2127
Actividades Económicas: Agricultura, matadouro, criação de perdizes, extracção de granito, hotelaria, restauração, artesanato, comércio e serviços.
Serviços: Serviço de recolha de lixo; rede pública de abastecimento de água e de águas residuais; Câmara Municipal; Centro de Dia e Stª Casa Misericórdia; Centro de Saúde e Farmácia; CTT; Escolas 1º, 2º, 3º Ciclos Ensino Básico, Secundário e Pólo Universitário; Biblioteca Municipal; Bombeiros e GNR; Casa da Cultura, Casa da Música e Museu Terra de Miranda; Instit. Bancárias; Cafés, Restaurantes, Europarques - Viagem Ambiental pelo Douro.
Colectividades: Banda Filarmónica; GD Mirandês; Quinteto Reis; Clube Caça e Pesca Miranda; Ass. Agricultores; ACIMD; Ass. Caça e Pesca de Aldeia Nova; Agrup. Escuteiros 1254, Mirandanças - Ass. Desenv. Int. da Terra de Miranda.
Festas: Miranda do Douro: Dia da Cidade (10 Julho); S. Sebastião (3º Dom. Janeiro); S. José (19 Março); N. Srª Fátima (último Dom. Maio); S. João (24 Junho); N. Srª Caminhos (último Dom. Junho); Stª Luzia (último Dom. Julho); Stª Bárbara (penúltimo Dom. Agosto); S. Judas Tadeu; Fogueira do Galo (24 Dezembro);
Aldeia Nova: S. João das Arribas (1º domingo de Maio);
Palancar: S. Gerónimo (28 de Setembro);
Pena Branca: S. Simão (27 de Outubro);
Feiras: Mensal (dia 1) e anuais (1ª segunda-feira de Quaresma e 24 de Junho); Festival Gastronómico de Sabores Mirandeses (fim-de-semana que antecede o Carnaval); Exposição de Gado Bovino de Raça Mirandesa (24 Junho); Exposição de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa (Abril); Feira de artesanato (2ª quinzena de Agosto).
Gastronomia: Posta à mirandesa, fumeiro e peças de caça, cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa e bola doce.