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O CONCELHO > Imaginário de um povo > A Lenda da Moura

Conta-se que, num certo dia, durante o mês de Janeiro, na ribeira de Vila Chã de Braciosa, passava por ali um jovem cabreiro que cuidava das suas cabras, quando ouviu uma voz que dizia:

- Antonho, pega uma rosa.

-Olha! Rosas em Janeiro!- Respondeu ele.

Olhando e aproximando-se viu que a voz era de uma menina que trazia na mão uma rosa. O cabreiro ficou surpreendido com a oferta que a menina lhe fez e aceitou a flor de bom grado. A menina recomendou-lhe, no entanto, que não a mostrasse a ninguém. Quando Antonho chegou a casa, colocou a rosa no fundo de uma arca velha, entre a roupa. No dia seguinte, a sua mãe, querendo remover a arca, encontrou a bela flor e ficou sem palavras. Resolveu, então, mostrar às vizinhas o que o filho tinha guardado. Ao verem a rosa, logo esta se transformou em carvão e Antonho nunca mais viu a menina, que se pensa que seria uma moura.

 

Existem por todas as aldeias do Concelho de Miranda vária lendas da Moura encantada.