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Artesanato

O tempo não parou nesta terra que guarda em si sinais do passado, mas que também se reconstrói aos olhos do presente. Quem visita o concelho de Miranda pode admirar-se com as obras arquitectónicas que os nossos antepassados, esses grandes homens de saber e arte, nos deixaram.

Contudo, não deixaram apenas edifícios de uma arquitectura admirável, deixaram também pela sua inteligência, génio e vontade de trabalhar obras lindíssimas gravadas na pedra, na madeira, no ferro, na lã, no linho e couro e até na prata e no ouro. Foram estes que, lutando com os materiais de toda a espécie deixaram obra útil, construíram cultura e admiração que o tempo não corrompeu. O artesanato assume-se assim, como a presença viva da herança cultural que é a matriz da nossa personalidade e identidade diferente da de outros povos e culturas é uma arte de saber fazer. Felizmente, há ainda no concelho de Miranda gente que conserva e produz muita dessa arte.

  • OPJ - Orçamento Participativo Jovem 2018

    ORÇAMENTO PARTICIPATIVO JOVEM 2018 – MIRANDA DO DOURO

    O Município de Miranda do Douro, pretende que as políticas de juventude se processem e revelem cada vez mais eficazes e para que os jovens possam participar mais ativamente nas políticas do município que lhe dizem respeito, indo de encontro aos seus problemas e aspirações.
    Nesse sentido o Município de Miranda do Douro aprovou e implementou o OPJ, que visa potenciar os valores da Democracia incentivando os jovens à participação na gestão pública local, inspira-se nos valores da democracia participativa, inscritos no artigo 2.º da Constituição da República Portuguesa, e visa promover uma aproximação das políticas públicas locais às reais e expectantes necessidades dos jovens e desafia os mesmos a apresentarem ideias.

    O valor afeto ao OPJ é de € 10.000,00 (dez mil euros) e refira-se ainda que podem ser apresentadas propostas em todas as áreas de atribuição do Município, sejam de natureza material ou imaterial.

    O período de candidaturas decorre de 1 de Janeiro a 31 de Março, e pode ser entregue no Balcão Único da Camara Municipal ou através do mail cmjuventude@cm-mdouro.pt. Para mais informações consultem o site www.cm-mdouro.pt e o regulamento do OPJ de Miranda do Douro!

    Se tens entre 16 e 35 anos, Participa e contribui com uma ideia e projeto que queiras ver implementado no teu concelho!

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  • Trajes Regionais

    A confecção do traje regional que é elaborado em saragoça, buréis e linho, onde se destaca a capa de Honras, os coletes, o traje da mulher Mirandesa e o traje de Pauliteiros.

    O Clima desta região é áspero, onde se tocam os extremos do frio e do calor. Por isso, a gente desta terra teve a necessidade de criar a sua maneira de vestir para se defender no trabalho do campo. Criaram trajes de certa maneira austeros, simples, belos, artesanais e domésticos, feitos à base dos recursos locais como o linho e a lã.

    A “CAPA DE HONRAS” é uma das peças de artesanato mais ilustres do planalto Mirandês, que tinha como finalidade proteger os “boieiros” (guardadores de vacas) e pastores de todas as intempéries nos meses mais rígidos, nomeadamente no Inverno.

    Nos dias de hoje, é indispensável a sua utilização em qualquer tipo de cerimónias, sejam de que índole for.

    É uma peça com grande valor etnográfico e que requer um trabalho minucioso por parte do artesão devido à sua grande complexidade e é feita de lã, fiada, urdida, tecida e pisoada.

    O nome “HONRA” não provém unicamente do seu uso por pessoas mais ricas e nobres, mas sim por ser muito trabalhada.

  • Colchas, tapetes e rendas

    A confecção de colchas, tapetes, carpetes, alforges são feitos com lã de ovelha ou com linho. A utilização de fibras de origem animal é antiga, esta matéria-prima provem dos rebanhos ovinos, que existem nesta região, perde-se no passar dos tempos os saberes de trabalhar a lã, pois em tempos era impensável que uma mulher não soubesse cardar, fiar, tecer e utilizar nas suas várias formas a lã.

    Com a lã fazem-se meias, tapetes, mantas, ou nas suas formas mais elaboradas como lindíssimas colchas cobertas tecidas, que geralmente são espessas e pesadas.

    Muitas centenas de teares já emudeceram, calando o bater ritmado do pente, a apertar as texturas. Os trabalhos elaborados no tear são autênticas obras de artes, primadas pela criatividade e o Saber Fazer.

  • Gaita-de-foles

    A gaita-de-foles, a clássica pastoril ou gaita galega são feitas tradicionalmente e manualmente por artesãos, que desde sempre se preocuparam em conservar as tradições usando este magnífico instrumento musical. É um trabalho muito minucioso e que demora bastante tempo, pois a sua matéria-prima é à base de pêlos de animais, (como o carneiro) madeira e palheta.

    A gaita-de-foles consiste num odre de pele de chibo, para armazenar o ar, uma dupla palheta fixa que vibra e produz o som agudo à passagem do ar e o chamado ronção, em tubo comprido de vários segmentos.

  • Trabalhos em madeira

    Os trabalhos são feitos por artesãos da zona, que fazem arados, rocas, carros de bois em ponto pequeno e outros objectos tradicionais.

  • Ferro forjado

    Há ainda no concelho de Miranda do Douro verdadeiros mestres do ferro que trabalham com perfeição e ainda à maneira latina e medieval.

    Os artesãos sempre foram hábeis a trabalhar a forja, eles dominam com toda a perícia as técnicas para trabalhar o ferro e de fazerem objectos de uma beleza, criatividade, de uma profunda sensibilidade que faz esquecer a rudeza da matéria-prima utilizada, tal é a leveza e graciosidade dos artefactos que produzem.

  • Cestaria

    No campo da cestaria ainda prevalecem artesãos e artesãs em muitas povoações de toda a terra de Miranda que trabalham o vime e a verga com arte.

    O vime é um material fácil de trabalhar, por ser bastante maleável, oferecendo a possibilidade de o cesteiro manifestar toda a sua criatividade e habilidade manual na sua criação de produtos resistentes.

    Pode-se trabalhar em vime com casca e sem casca, contrastando a cor acastanhada escura, com a cor mel do vime tratado, ficando uma combinação diferente.

  • Cobre, zinco e cutelaria

    Hoje em dia as facas são feitas com a ajuda de máquinas, para as fazer usa-se a madeira, como matéria-prima, levam também aço, dentes de javali e cornos de veado. Há artesãos que, além das facas produzem espadas, punhais e lanças. Estes conservam uma arte que faz uma das maiores honras e glória da terra de Miranda.

    No concelho existe mesmo uma indústria dedicada à cutelaria, na aldeia mais industrializada do país, Palaçoulo.

Lista de Artesãos do Concelho de Miranda do Douro

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