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Freguesias

  • União de Freguesias de Silva e Águas Vivas

    Anexas: Fonte Ladrão, Granja

    SILVA - SILBA

    Também conhecida por S. Pedro da Silva, situada na região poente do território, distante de Miranda do Douro de cerca de 20 km, sendo a ligação assegurada pela E.M.568. Fazem ainda parte desta freguesia os lugares de Fonte Ladrão e Granja.

    A comunidade começou a aumentar em finais do século XV, com a entrada dos judeus em Portugal, depois de serem expulsos de Espanha pelos reis católicos no ano de 1492. Em 1497 deixaram Portugal por ordem de D. Manuel, muitos ficaram por cá, disfarçados de cristãos novos.

    A sua igreja pertenceu à ordem de Malta, que tinha a capital da comenda na vila de Algoso, a cuja freguesia Silva pertencia. Ainda na primeira metade do séc. XIX passou a ser integrada no concelho de Miranda, ao qual ainda hoje está ligado. No termo da aldeia da Granja, perto do limite dos concelhos de Miranda e Vimioso existem algumas grutas naturais que têm vindo a ser descobertas desde o início do século. As que se conhecem são compostas por formações calcárias, com restos de estalactites e estalagmites, de formação muito remota e deslumbrante beleza. Estas estão situadas perto da antiga capela de Santo Adrião, sendo conhecidas por minas de Santo Adrião.

    Orago: S. Pedro

    Área: 3114 ha

    Residentes: 237

    Atividades Económicas: Agricultura, olivicultura, pecuária, extracção de cortiça e de granitos.

    Coletividades: Associação Cultural e Recreativa de S. Pedro da Silva; Associação de Caça e pesca.

    Festas: Festa dos Reis (6 de Janeiro); Festa de Nossa Senhora do Rosário (1º domingo de Maio); Festa de São Pedro (29 de Junho); Festa de Santa Bárbara (1º domingo de Agosto); Festa de Santa Marinha (Agosto).

    Património: Santuário de Nossa Sr.ª do Rosário, capela de Santa Ana, igreja Matriz de São Pedro, Granja e Fonte Ladrão, cruzeiros, grutas com estalactites, fontes e parque de merendas da Reboleira.

     

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    ÁGUAS VIVAS - AUGAS BIBAS

    Águas Vivas deve o seu nome às numerosas nascentes de água que surgem à superfície, que devido às emblemáticas qualidades terão dado origem, suscitado o interesse e motivo de fixação nesta localidade.

    Na primeira metade de século XX Águas Vivas, graças à exploração mineira do volfrâmio, também chamado tungsténio, tornou-se um importante local desta atividade mineira no nordeste transmontano, onde acorreram muitas pessoas para aí trabalharem.

    Águas Vivas é um centro rural inserido no planalto mirandês, predominantemente ligado à agricultura e na aldeia existem algumas empresas, nomeadamente um aviário de grandes dimensões e uma unidade de transformação de carnes e produção de fumeiro.

    A construção civil tem um papel importante na economia local, pelo que os habitantes gostam de afirmar que na localidade “não há desemprego nem subemprego”.

    Orago: Santa Catarina

    Área: 1400 ha

    Residentes: 163

    Atividades Económicas: Agricultura, pequena indústria (de notar a existência de uma unidade de transformação de carnes frescas, "salsicharia" e indústria ovícola, talvez as mais importantes do distrito), artesanato em cestaria, tecelagem e bordados.

    Coletividades: Associação Cultural de Águas Vivas.

    Festas: Nossa Srª das Candeias, Festa do Ramo (Fev), de reconhecimento mérito à doçaria tradicional (roscos).

    Património: Igreja e Santa Catarina (Matriz), Capela de São Sebastião, duas Fontes de Mergulho e um Cruzeiro.

     

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  • União de Freguesias de Sendim e Atenor

    Anexas: Teixeira

    SENDIM - SENDIN

    A freguesia de Sendim está inserida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. É uma vila situada a poucos quilómetros do rio Douro e que como tal se identifica com as arribas, sendo mesmo denominada pelos seus habitantes como a “Capital das Arribas”. As rochas que constituem as margens do Rio, proporcionam vistas magníficas.

    Além do estatuto de Vila, Sendim impõe-se como o mais importante aglomerado urbano do concelho. A população, desenvolve-se como um centro de serviços, comércio, numerosas indùstrias e variados equipamentos sociais. É a freguesia mais asul do município e hoje afirm-se como um pólo urbano que assume a maior centralidade geográfica do Planalto Mirandês.

    Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval "Sendinus" e a outra tem origem na palavra goda "sinth-s" que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou "Carril Mourisco" e o ligava ao Sul de Espanha. No termo de Sendim foi feito o achado arqueológico mais antigo do Planalto (Paleolítico Superior - antes do Xº milénio a.C.), tratando-se de algumas peças líticas talhadas em sílex, encontradas a norte da Capela de San Paulo. Estão também documentados vários povoados castrejos (Uolgas, Santos, Fragosa,, Picon de ls Arteiros e San Paulo) e os povoados romanizados de Trambas Carreiras e San Paulo. A 1ª referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta aldeias da ordem, entre as quais Sindym. 

    Orago: S. Pedro

    Área: 3831 ha

    Residentes: 1366

    Atividades Económicas: Agricultura (vinho, azeite), pecuária, oficinas, construção civil, extração de inertes e artesanato.

    Coletividades: Bombeiros Voluntários, Ass. Juv. "Mirai Q´Alforjas", Ass. Caça e Pesca, Ass. Doadores de Sangue, Grupo Desportivo, Ass. Mot. "Abutres do Douro", Pauliteiros, Ass. Agricultores e Centro de Gestão Agricola, AEPGA.

    Festas: S. Sebastião (jun), Stª Bárbara (2º dom ago), Festival Intercéltico (1º fim de semana ago), Fogueira do Galo (24 dez), Entrudo Tradicional e Dia da Vila (13 jul)

    Património: Arribas do Douro. O "Carril Mourisco", assume-se como património histórico de inestimável valor. Dentro do património edificado religiosos destaca-se a igreja matriz com um retábulo das almas do séc.XIV, várias capelas (N. Srª dos Remédios, S. Sebastião, N. Srªa da Boa Morte e S. Paulo), vários cruzeiros e cruzes e a Fonte do Lugar. Em termos de património imaterial mantém-se aqui bem vivo um dialeto muito especial da língua mirandesa, o sendinês.

     

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    ATENOR - ATANOR

    Atenor é uma freguesia do concelho de Miranda do Douro, que se situa no extremo Poente- Sul do mesmo, numa encosta rural, de características rurais junto de solos com boa aptidão agrícola. Dista da cidade de Miranda do Douro cerca de 28 quilómetros.

    O seu topónimo tem uma origem desconhecida, sabendo-se apenas que é muito antigo, como comprovam documentos medievais e as inquirições de D. Afonso III, pois é referido neles. Sabe-se que o estudo da Comenda de Algoso da Ordem de Malta poderá clarificar essa questão futuramente.

    O povoamento da freguesia iniciou-se na idade do Cobre tal como atestam os vestígios arqueológicos encontrados, tendo sido habitada também nos períodos Pré-romano, Romano e Medieval, até à época contemporânea. Não se poderia deixar de referir que a povoação atual não coincide com o local onde se encontram os vestígios referidos, mas nas imediações dos mesmos.

    Orago: Nossa Srª das Candeias, S. Bartolomeu

    Área: 2311 ha

    Residentes: 121

    Atividades Ecomómicas: Agricultura e Pecuária

    Coletividades: Ass. Cultural e Desportiva, Ass. Caçadores Terra Quente Mirandesa, AEPGA - Ass. Estudo e Proteção Gado Asinino.

    Festas: Nossa Senhora da Purificação e de Santa Bárbara (entre o dia 15 e 20 de agosto), Ronda das Adegas

    Património : Igreja Matriz, Capela de Santo Cristo, Fonte Romana. Há vestígios de um Castro (Ervideiros) e de um povoado romano (Castrolouço) e foi encontrada arte rupestre, nos abrigos da Ribeira das Veigas e da Ribeira de Vale de Palheiros. Por sua vez, no lugar de Teixeira podemos admirar a sua lindíssima igreja de portal gótico com os seus frescos.

     

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  • União de Freguesias de Constantim e Cicouro

    CONSTANTIM - COSTANTIN

    Constantim dista da sede de concelho cerca de 16 km. Desde cedo, o homem escolheu esta terra para se fixar, muito provavelmente devido à existência de linhas de água que dotavam os solos de ótimas aptidões agrícolas. Provas do povoamento longínquo desta região são os vestígios de um Castro romanizado que se encontra no outeiro da capela de Nossa Senhora da Luz a nordeste do aglomerado populacional.

    Há já referências da população de Constantim em 1801, altura em que tinha 325 habitantes (177 mulheres e 148 homens), distribuídos por oitenta e cinco fogos. Este número revela um universo populacional bastante significativo para a época, muito provavelmente devido às já referidas boas qualidades do solo.


    Orago: Nossa Senhora da Assunção

    Área: 2222 ha

    Residentes: 109

    Atividades Económicas: Agricultura, Pecuária, Artesanato

    Coletividades: Associação Cultural de Constantim; Associação de Caça e Pesca; Gaiteiros de la Raia – Associação de Artesanato e Cultura;

    Festas: São João; Romaria de Nossa Senhora da Luz (último domingo de Abril); Festa do Mono e da Mona (3º domingo de Setembro); Ceia das morcelas (29 de Dezembro); Festa dos Moços (28 de Dezembro).

    Património: Esta freguesia tem uma grande riqueza a nível do património, salientando-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, as capelas da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora das Dores e da Piedade, a Capela de Nossa Senhora da Luz, o calvário, cruzeiros, fontanários, castro, diversos vestígios arqueológicos, museu das tradições e parque de lazer (no Vale dos Lagonalhos).

     

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    CICOURO - CICUIRO

    Cicouro situa-se a uma distância de cerca de dezanove quilómetros da sua sede concelhia, com características rurais. Está limitada pelas freguesias de São Martinho, Constantim e por terras vizinhas de Espanha.
    O território que compreende a atual freguesia de Cicouro terá sido habitado mesmo antes da formação da nacionalidade. Este facto, é testado pelos diversos vestígios arqueológicos que se encontram nesta região. Na área da própria freguesia, o destaque é dado às marcas de uma antiga Via Romana.

    Orago: S. João Baptista

    Área: 1451 ha

    Residentes: 95

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, carpintaria, artesanato e construção civil.

    Coletividades: Ass. Cultural Cicourense; Ass. Caçadores de Cicouro.

    Festas: St.º António (10 Janeiro); S. João (24 Junho); St.º Amaro (Dom. próx. 15 Agosto); N. Sr.ª Fátima (Maio e Outubro); N. Sr.ª Rosário (últ. Dom. Outubro).

    Património: Do edificado de feição erudita assinalam-se as edificações de carácter religioso (Igreja Matriz de São João Baptista e Capela de Santo Amaro), bem como cruzeiros. Isolado no topo de um cabeço, vê-se um amontoado de pedras que o povo chama “Castelo da Serra de Cicouro”. Existem exemplos interessantes sob o ponto de vista da tipologia da arquitetura popular local, e neste campo poderemos fazer referência para figuras talhadas na pedra, nas ombreiras de algumas portas, de características e origem na tradição cultural popular. Do património arqueológico destacam-se os vestígios notáveis de uma antiga Via Romana existente nas proximidades deste aglomerado.

     

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  • União de Freguesias de Ifanes e Paradela

    IFANES - INFAINÇ

    Freguesia situada na região norte do território do Concelho, Ifanes é servido pela E.M.542 que atravessa o seu núcleo na direção sul-norte, e dista cerca de 11 km de Miranda do Douro.

    Terra de origens remotas, Ifanes foi povoada pelo Homem desde eras muito recuadas, como nos atestam as várias esculturas rupestres descritas pelo Abade Baçal. As “Três Pegadas” como o povo as designa e a “Ferradura” são consideradas as mais significativas.

    Em 1211, a povoação de Ifanes foi doada por D. Sancho I aos frades do Mosteiro leonês de Moreruela.

    Pouco tempo depois, em 1220, D. Pelayo de Moreruela, o abade deste mosteiro, deu foral à “vila de Ifanes em Portugal”. Apenas em 1545, com a criação da diocese de Miranda, Ifanes deixou de pertencer a Moreruela.

    Há importantes achados de valor histórico-cultural, de que são exemplos uma povoação castreja (Castrilhouço), um povoado romano (Touro) e esculturas rupestres, o santuário proto-histórico / romano “a Fraga da Rodela”, perto da igreja.

    Orago: S. Miguel

    Área: 2851 ha

    Residentes: 160

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária (bovinos e ovinos), artesanato em madeira, indústria de extração de granito e panificação.

    Coletividades: Associação Cultural e Recreativa “Os Infantes”; Associação de caça e pesca.

    Festas: S. Sebastião (3º fim de semana Janeiro); N. Sr. Piedade (últ. Dom. Maio); Stª Catarina (25 Nov.).

    Património: Existem nesta freguesia bons exemplos de edificações características da arquitectura popular e algumas de carácter religioso e feição erudita, assinalando-se a este nível a igreja Matriz de S. Miguel, as duas capelas (S. Bartolomeu e S. Roque) e alguns cruzeiros, estes traduzem a importância religiosa na cultura desta região. Há importantes achados de valor histórico-cultural, de que são exemplos uma povoação castreja (Castrilhouço), um povoado romano (Touro) e esculturas rupestres, o santuário proto-histórico/romano a "Fraga da Rodela", perto da igreja.

     

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    PARADELA - PARADELA

    No extremo nordeste do território, no ponto mais oriental de Portugal, primeira localidade onde nasce o Sol neste país. Encontra-se a cerca de 16 km da sede de concelho sendo o acesso rodoviário a este pequeno aglomerado garantido pela E.M.542 a partir de Ifanes.

    A avaliar pelos vestígios arqueológicos encontrados na região, o primitivo povoamento desta terra deve remontar, pelo menos, à época celta. A continuidade dessa fixação humana foi assegurada pelo período de dominação romana, da qual também existem indícios arqueológicos. O território passou depois pela dominação germânica e, mais tarde pela árabe, cuja influência se reflete na toponímia.

    As minas de estanho que existem na localidade foram, no passado atividade de grande importância. Uma das primeiras referências à existência destas minas é feita num decreto de 6 de Fevereiro de 1855, no qual se atribuía a concessão da sua exploração a um português e dois espanhóis, os autores da descoberta.

    Orago: Santa Maria Madalena

    Área: 1384 ha

    Residentes: 151

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, construção civil, comércio.

    Coletividades: Associação Cultural e Fronteiriça de Paradela; Grupo de danças mistas.

    Festas: Festa em honra de S. Sebastião (20 de Janeiro); Festa em honra a Nossa Senhora da Ascensão (último Domingo de Agosto).

    Património: Magnífica vista para o Douro, cujo nome é Miradouro da Penha das Torres (onde o rio Douro entra em Portugal). Podemos visitar a igreja Matriz, capela do cemitério, Cruz do Pendonico, fonte da Preguiça, casa do Dízima, Penha do Mouro, vestígios romanos e moinhos de água.

     

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  • Duas Igrejas

    Anexas: Cércio, Vale de Mira, Quinta do Cordeiro.

    DUAS IGREJAS - DUES EIGREIJAS

    Situada a ocidente da sede do Concelho, é constituída pelos lugares de Duas Igrejas, Cércio, Vale de Mira e Quinta do Cordeiro. A principal povoação da freguesia, a qual lhe dá nome, dista 10 km da cidade de Miranda, e no dizer do Abade Baçal, “este povo estende-se pelas margens de uma linha de água, em longo vale abundantemente povoado de negrilhos, que lhe dão belo aspecto de alameda”.

    É muito remoto o povoamento do território desta freguesia como atesta a sua rica e variada arqueologia. Desde muito cedo a povoação de Duas Igrejas começa a ser citada em documentos medievais; também muito antiga é a povoação de Cércio, freguesia há muito extinta, que aparece por várias vezes nas inquirições de D. Afonso III, no ano de 1258. Durante a Guerra dos sete anos a casa paroquial de Duas Igrejas foi a sede do quartel-general do Marquês de Sárria.

    Duas Igrejas possui a sua linda igreja medieval e tudo o que personaliza a alma mirandesa. Poderá ainda apreciar-se uma curiosa gruta com vestígios de arte rupestre, com o nome de “ Abrigo da Solhapa”.

    Orago: Stª Eufémia, Nossa Srª do Monte

    Área: 4926 ha

    Residentes: 599 

    Atividades Económicas: Agricultura, Pecuária, tranformação de mármores e granitos, carpintaria, mecânica, contrução civíl, comércio e artesanato.

    Coletividades: Ass. Cultural Recreativa de Duas Igrejas; Ass. Cultural e Recreativa de Cércio, Grupo de Pauliteiros e Danças Mistas de Duas Igrejas; Grupo de Pauliteiros de Cércio.

    Festas: Duas Igrejas: São Sebastião (20 jan), N. Sr. dos Passos (dom. Ramos); Stª Bárbara (3º fim de semana Maio em Duas Igrejas e últ. dom. agosto em Cércio); St. António (13 jun); Srª do Monte (15 ago); St. Estevão (26 dez). Cércio: Stº Amaro (15 jan); S. Brás (3 fev); N. Sr.dos Passos (dom. Ramos); Stª Marinha (18 jul). Vale de Mira: N. Srª das Candeias (2 fev)

    Património: Igreja Matriz de Duas Igrejas, Igreja da Srª do Monte, igreja de Cércio, capelas de Stª Marinha e S. Bartolomeu em Cércio, Stº Isidro e Stª Ana, cruzeiros de S. Bartolomeu, Coreis, Srª do Monte e -stº Cristo, Fontes Ferrada e Fontosia, Fragas da Solhapa e Moura.

     

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  • Genísio

    Anexa: Especiosa

    GENÍSIO - ZENISIO

    No limite poente do concelho, implantado numa área de planície junto da E.N.218 (importante via que cruza o território nesta direção no sentido Miranda – Vimioso) que o atravessa. Dista da sua sede de concelho cerca de 14 km.

    De características marcadamente rurais, com as suas várzeas agrícolas, este aglomerado é sede de freguesia de que faz ainda parte o lugar anexo de Especiosa.

    A existência de Genísio como povoação é de origem medieval. Em 1262, Ruy Pays e Orroca Afonso doavam ao mosteiro de Moreruela tudo quanto tinham em Genísio. Assim, a povoação de Genísio passou a pertencer ao mosteiro de Moreruela até à altura da criação da diocese de Miranda em 1545.

    Orago: Santa Eulália

    Área: 2982 ha

    Residentes: 186

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária e artesanato.

    Coletividades: Associação Cultural e Recreativa “Sol Nascente de Genísio”; Associação Cultural e Recreativa da Especiosa.

    Festas: Genísio: N. Srª das Candeias (2 Fev. ou fim-de-semana mais próximo); Santa Bárbara e São Bartolomeu (início de Ago.) Especiosa: Santo Amaro (15 de Jan.); São Gregório (início de Ago.); N. Srª da Conceição (8 de Dez.).

    Património: Na freguesia de Genísio podemos visitar a igreja Matriz de Santa Eulália e Igreja de S. Genísio da Especiosa, as capelas de Santa Cruz e são Ciríaco e o museu rural (Lagar) da freguesia.

     

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  • Malhadas

    MALHADAS - MALHADAS

    Situada numa região relativamente plana com capacidade agrícola, de características rurais, na zona central do concelho. É ainda hoje um dos mais importantes aglomerados do concelho.

    Distante da sede do concelho 9 km, sendo o acesso garantido pela E. N. 218 que lhe assegura ligação ao exterior no sentido este-oeste a Vimioso. Terra de remoto povoamento, que nos é testemunhado pelos diversos vestígios arqueológicos encontrados na região. No princípio da monarquia portuguesa, D. Sancho I doou esta terra a D. Nuno de Zamora, D. Pedro Ponce, D. André, D. Miguel e D. Salvador, com a condição de a defenderem no caso de ser cercada por inimigos. Por esta altura, Malhadas era vila. O topónimo “Malhadas” encontra-se ainda envolto em diversas dúvidas quanto à sua verdadeira origem.

    Considerando as Inquirições do séc. XIII, esta terra era chamada “Malada”, nome que, tendo por base um documento de 1202, era de mulher. No entanto, nessa época, este termo também significava criado e criada ou certas obrigações pagas ao senhorio em algumas terras. Mais tarde, a este nome, outras significações lhe surgiram, como era o caso de regime pastoril. Malhadas é uma povoação alicerçada na agricultura e na pecuária, possui já um posto zootécnico que faz a riqueza pecuária da região. Esta aldeia possui também um esplêndido cruzeiro e uma magnífica igreja paroquial que nos faz recuar à época romântica. Existe ainda perto da aldeia um castro, conhecido por “Marmolina”.

    Orago: Nossa Senhora Expectação

    Área: 2753 ha

    Residentes: 344

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, pastorícia, comércio e artesanato.

    Coletividades: Ass. Cultural e Recreativa de Malhadas (Grupo de Pauliteiros); Ass. de Caça; Ass. de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa e Ass. de Bovinos de Raça Mirandesa.

    Festas: Stº Amaro (15 Jan); S. Sebastião (22 Jan); N. Srª dos Remédios (15 Mai); Santa Bárbara (3º Dom. de Ago).

    Património: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação (I.I.P.) Capelas de S. Bartolomeu e de Nossa Senhora das Dores, Atalaia Medieval, Esculturas Rupestres e Lápides, Cruzeiro e Alminhas, Caminho Mourisco, e o Lugar da “Marmolina”.

     

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  • Miranda do Douro

    Anexas: Aldeia Nova, Palancar, Pena Branca, Vale d´Águia.

    MIRANDA DO DOURO - MIRANDA DE L DOURO

    Empoleirada sobre as margens montanhosas e alcantiladas do rio Douro, surge como uma sentinela atenta, observando, do outro lado do rio, a vizinha província espanhola de Castela e Leão, a cidade de Miranda do Douro.

    Habitada já desde a idade do bronze, Miranda foi uma cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul, nome que por deformação se tornou Miranda.

    Reconquistada pelos Lusitanos, a cidade foi reconstruída e fortificada em 1136 pelo rei D. Afonso Henriques, dada a sua importância estratégica e militar, concedendo-lhe foral com muitos privilégios, um dos quais o de ser “couto do reino” ou de “homisIados”, com a finalidade de atrair novos povoadores.

    A 18 de Dezembro de 1286, o Rei D. Dinis, concede novo Foral a Miranda elevando-a a Vila, demarcando o termo do seu concelho, separando-o do Julgado de Algoso, amuralhando-a e acastelando-a.

    O Pontífice Paulo III, a pedido do Rei D. João III, concede por bula de 23 de Maio de 1545 o bispado de Miranda do Douro.

    Nesse mesmo ano e por carta de 10 de Julho, o rei honrou a vila com a Categoria de cidade, acrescentando-lhe novos privilégios e foros.

    A sua importância estratégica fez com que ganha-se relevância em vários conflitos com Espanha e França.

    Em 1640 com a Revolução, fortifica-se de tal forma que se torna a Praça mais bem munida e apetrechada, militarmente do nordeste transmontano.

    Por traição do seu Sargento – Mor, em 1710, que manda abrir ao Inimigo a Porta Falsa, é tomada pelos espanhóis. D. João, conde de Atalaia vai recupera-la um ano depois.

    Decorria o ano 1762, durante a Guerra dos 7 anos ou guerra do Mirandum, nas guerras que opunham Espanha e França contra Inglaterra, Miranda é invadida novamente pelos Espanhóis, depois de Portugal ter recusado renunciar a sua amizade com a Inglaterra.

    Será nesta guerra do Mirandum, mais propriamente no fatídico 8 de Maio de 1762, quando Miranda estava completamente cercada, se dá uma ainda hoje não esclarecida, explosão no Paiol da sua Praça (onde se armazenavam cerca de 1500 arrobas de pólvora), provocando a hecatombe.

    Mais de 400 pessoas, entre militares e civis jazem sob os escombros.Um ano mais tarde o Conde de Lippe, expulsa definitivamente os espanhóis, mas Miranda era uma cidade arruinada, com um aspecto confrangedor, e é então quando em 1764 , o “indigníssimo” bispo D. Aleixo de Miranda Henriques, deixa a cidade e vai viver para Bragança.

    A mudança definitiva da sede de diocese dá-se no ano de 1780.

    A importância de Miranda decaí, caindo numa profunda tristeza durante cerca de dois séculos, da qual só sairia em 1956 com o início das obras da Barragem hidroelétrica, aumentando a população, relançando a economia local, abrindo assim novos horizontes de desenvolvimento, e permitindo a comunicação por via terrestre com Espanha.

    Miranda é hoje uma cidade em franco desenvolvimento, cheia de encanto, de tradições, e de gentes humildes que sempre souberam preservar a sua identidade.

    Miranda é uma referência cultural, social e religiosa de Trás-os-Montes, é “um símbolo secular da vontade lusitana em terras fronteiriças”.

     

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    Feriado Municipal: 10 de julho

    Orago: Santa Maria Maior

    Área: 3748 ha

    Residentes: 2254

    Atividades Económicas: Agricultura, matadouro, extração de granito, hotelaria, restauração, comércio, artesanato e serviços.

    Coletividades: Bombeiros Voluntários; Banda Filarmónica; G.D. Mirandês; Clube Caça e Pesca de Miranda; Ass. Agricultores; ACIMD; Ass. Caça e Pesca de Aldeia Nova; Agrupamento de Escuteiros 1254; Mirandanças.

    Festas: Miranda do Douro: Dia da Cidade (10 jul); S. Sebastião (3º dom jan); S. José (19 mar); N. Srª de Fátima (ult. dom. maio); S. João (24 jun); N. Srª dos Caminhos (ult. dom. jun); Stª Luzia (ult. dom. jul); Stª Bárbara (pen. dom. ago); S. Judas Tadeu; Fogueira do Galo (24 dez) Aldeia Nova: S. João das Arribas (1º dom. maio); Palancar: S. Gerónimo (28 set.) Pena Branca: S. Simão (27 out.)

    Gastronimia: Posta à Mirandesa, cordeiro de Raça Churra Galega Mirandesa, fumeiro e peças de caça, Bola Doce e Bacalhau.

    Património: Destacam-se em Miranda do Douro, a majestosa Concatedral, o Paço Episcopal, a Igreja dos Frades Trinos, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Santa Cruz, o Museu da Terra de Miranda, a Rua da Costanilha, o Castelo de Miranda do Douro, as Ruínas das Muralhas, o Penedo Amarelo, a Barragem de Miranda, entre outros.

  • Palaçoulo

    Anexa: Prado Gatão

    PALAÇOULO - PALAÇUOLO

    Sede de uma das mais importantes freguesias, com características rurais e industrial localizada na região sudoeste do concelho, implantado ao longo de uma suave colina, é servida em termos de rede viária pela E.M.569, sendo a distância a Miranda (via Duas Igrejas) cerca de 23 km.

    Os primeiros vestígios pré-históricos encontram-se nas gravuras rupestres do “Passadeiro” e da “Vaqueira”, assim como nos machados de pedra encontrados nas suas imediações. Da proto-história é o castro de “Penha-al-Castro”.

    O nome histórico de Palaçoulo, deriva do étimo latino Palatiu(m), diminutivado para Palaciolu(m). Doou-o o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, no ano de 1172, com o nome de Palaciolo, de que derivou a já muito antiga e actual denominação Palaçoulo.

    Muitas lápides funerárias e outros abundantes achados confirmam a romanização intensa desta localidade. Da sua abundância histórica, sobressai o episódio do “Santo afogado na lagoa“, ocorrido pelo ano de 1790 e conhecido pela expressão emblemática de “inda refunfunhegas, caramonico de mil demónios”.

    Tanto este episódio como o abundante acervo histórico desta localidade encontram-se expressivamente descritos no livro “Mirandês e Caramonico”, de José Francisco Fernandes.

    A anexa de Prado Gatão, cujo nome remonta a documentos da Idade Média, como uma quinta ou simples propriedade de alguém chamado Gatão.

    Orago: S. Miguel

    Área: 4044 ha

    Residentes: 554

    Atividades Económicas: Tanoaria, cutelaria, serralharia, construção civil, agricultura, artesanato, oficinas de reparação de automóveis e comércio.

    Coletividades: Ass. Caramonico; Zona de Caça Associativa, Grupo de Pauliteiros e Ass. Caçadores Gatões, Ass. LÉRIAS, Ass. “La Frauga d’les Gatones”.

    Festas: Palaçoulo: S. Sebastião (20 Jan); S. Miguel (8 Mai); N. Sr.ª do Carrasco (15 Ago); Srª Rosário (2 Set); Stª Bárbara (20 Set ou no Dom a seguir); Prado Gatão: Stª Isabel (7 jul); Stª Bárbara (8 ago); Srª do Rosário (16 ago)

    Património: A Fraga da Moura, Buraco Negro, gravuras rupestres, Passadeiro, Penha do Castro, Castelo da Serra, Estradica, igreja Matriz, capela de N. Srª Carrasco e S. Sebastião, forjas de ferreiros, Orrieta Castilha, cruzeiros, troncos, marras, teares artesanais, o Toural, os Casales. Prado-Gatão: Penhas Negras, igreja Matriz, capela de Stº Cristo e da Maçaneira, Frauga Comunitária, Barroco, caminho das Calçadas, Noras e Cegonhos, cruzeiro, troncos, teares e Casa Grande.

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  • Vila Chã

    Anexas: Fonte Aldeia, Freixiosa

    VILA CHÃ - BILA CHANA

    Sede de freguesia situada geograficamente no extremo Sueste do território do concelho e distante de Miranda do Douro cerca de 15 km. Tem acessibilidades garantidas pela E.M. 602. até Duas Igrejas e pelo C.M. 1128, via Freixiosa e Cércio. 

    Povoada desde os tempos ancestrais, como o comprova a existência de um castro na área da freguesia, é uma terra de tradições, detentora de uma arquitetura típica, caraterizada pela "curralada". Preserva o caraterístico falar Mirandês que assim designa o nome da sua terra por "Bila Chana".

    Fonte Aldeia é uma pequena povoação cujo nome terá nascido provavelmente do castro romano que existiu no monte da Trindade e do qual quase não restam vestígios.

    Orago: S. Cristovão

    Área: 4282 ha

    Residentes: 327

    Atividades Económicas: Agricultura, vinicultura, olivicultura e pecuária.

    Coletividades: Ass. Cultural e Recreativa de Vila Chã; Ass. de Desenvolvimento da Freguesia de Vila Chã; Ass. Cultural e Recreativa de Fonte Aldeia; Galandum Galundaina Ass. Cultural.

    Festas: Festa do Menino Jesus (jan); Festa da Santíssima Trindade (1ª quinzena de jun); Festa de Santa Bárbara e Santo Eustáquio (ago).

    Património: Casa Paroquial (séc. XVI), a igreja Matriz (de traça original românica, mas bastante alterada), a capela de Stª Cruz e da Santíssima Trindade (séc. XVI). Em Freixiosa, a igreja e duas capelas. Em Fonte Aldeia, a igreja Matriz, a capela do Divino Espirito Santo e as "curraladas mirandesas". Dois castros, o "Castrilhouço" e "Castralheiras", duas atalaias, a "Sentinela" e "Belage". No lugar de Casicas, apareceu diverso materialromano, o que faz pressupor a existência de um casal rural romano.

     

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  • Picote

    Anexa: Barrocal do Douro

    PICOTE - PICUOTE

    Freguesia do Concelho de Miranda do Dour, situa-se em pleno Planalto Mirandês, mesmo no alto das Arribas do Douro, integrana no Parque Natural do Douro Internacional. Abrange as aldeias de Picote e Barrocal do Douro e está limitada pelas freguesias de Vila Chã de Braciosa, Palaçoulo, Sendim e por terras da vizinha Espanha.

    O território da freguesia de Picote terá sido povoado desde épocas remotas, como testemunham os vestígios arqueológicos que abundam na região. Um povoado fortificado, proveniente da Idade do Ferro, tem marcas de uma vila que, pela sua estrutura e materiais, parece ser romana.

    Na sua história salienta-se a edificação da Barragem, entre 1954 e 1958, que foi inaugurada em janeiro desse mesmo ano. A construção trouxe consigo novas pessoas e nova dinâmica à localidade, que levou a que o seu nome fosse conhecido noutras regiões. Outra razão pela qual Picote é considerado um ponto a ser descoberto reside no facto de ser uma das aldeias das terras de Miranda que mais tem defendido a preservação e utilização da Língua Mirandesa.

    Orago: S. João

    Área: 1995 ha

    Residentes: 301

    Atividades Económicas: Agricultura, vinicultura, carpintaria, serralharia e construção civil.

    Coletividades: Ass. Cultural e Recreativa de Picote; Frauga - Ass. para o Desenvolvimento Integrado de Picote; Ass. de Caça e Pesca; Cooperativa de Agricultores.

    Festas: Festa de Santo Cristo (1º dom. ago.); Festa em Honra de Santa Bárbara (últ. dom. ago)

    Património: Em picote podemos admirar a sua igreja Matriz, a capela de Stº Cristo e de Stª Cruz, diversos cruzeiros, fontes e lagares de azeite, chafarizes da fonte Salsa e de Sanguinho, ruínas de moinhos, a Barragem de Picote, miradouro da Fraga do Puio, Fraga Amarela, margens do rio, remance do Douro, lugar de Santos e placas toponímicas em mirandês.

     

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  • São Martinho de Angueira

    SÃO MARTINHO - SAN MARTINO

    É o único aglomerado e sede de Freguesia e a acessibilidade a Miranda do Douro é garantida pelas E.M.s, 542 e 544, distando desta, 25 km.

    O povoamento do território desta freguesia remonta a tempos pré-históricos ou, pelo menos proto-históricos, como atesta a sua arqueologia. Foram identificados nesta freguesia vestígios de dois castros, o do Pisão, próximo da azenha dos Currais e o do Rebullhal, situado 500m a sul da capela de Santa Cruz. 

    Segundo rezam as lendas, ambos terão sido habitados por mouros, e onde o P.e Luís Cardoso diz, em 1758, que se vêem restos de fortificações, tais como, um "fosso e cerco de pedra da altura de uma vara", no castro do Rebulhal, terá existido também uma capela.

    Existem gravações em rochas, atribuídas aos povos que ali terão habitado. Nas proximidades desse local foram encontrados objetos metálicos, entre os quais uma espada.

    Orago: S. Pedro

    Área: 3700 ha

    Residentes: 307

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, comércio e artesanato.

    Coletividades: Ass. Amigos São Martinho; Flores´agua; Ass. Coop. -agrícola S. Martinho; Ass. Caça e Pesca São Martinhense; Grupo de Pauliteiros de São Martinho.

    Festas: Santa Cruz (2 a 4 mai); N. Srª do Rosário (últ. dom. ago); S. Martinho (11 nov).

    Património: Igreja Matriz, capela de Santa Cruz ou Santo Cristo, vários cruzeiros e castros, as estruturas de três empreendimentos mineiros, que constituíram, durante a primeira metade do séc. XX, o principal foco de desenvolvimento e crescimento da freguesia. Restam ainda vestígios de oito moinhos (um dos quais ainda em funcionamento e mais dois, que embora não trabalhem, foram recentemente recuperados). Esta freguesia tem ainda uma zona de grande aprazibilidade ao longo do rio Angueira, onde se pode praticar pesca e natação.

     

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  • Póvoa

    PÓVOA - PRUOBA

    Implantada numa várzea rural, a cerca de 11 Km a Nordeste de Miranda do Douro, à qual está ligada pela E.M. 543. É o coração do Planalto Mirandês e está na orla do parque Natural do Douro Internacional, ao qual pertence em parte.

    O povoamento do seu território terá ocorrido na época dos romanos, face a vários vestígios arqueológicos encontrados e também com alguma influência mourisca. É atravessada por uma antiga estrada romana, conhecida como estrada mourisca. Nela se encontram várias pegadas do mouro ou do diabo.

    Essencialmente rural, com muita criação de gado bovino, considerada o solar da Raça Mirandesa. Na freguesia encontra-se o Santuário de N. Srª do Naso, padroeira dos mirandeses, constituído pela igreja, 5 capelas e um miradouro natural. Aqui se realiza nos dias 6, 7 e 8 de Setembro uma tradicional romaria. Aldeia de rica tradição religiosa, é a aldeia do distrito com mais cruzeiros. É rica em artesanato e terra de muitas tradições culturais como o teatro Popular Mirandês ou “Colóquios”, as danças de pauliteiros e os tocadores de gaitas de foles. A orígem do seu topónimo leva-nos a crer que aqui tenha havido terras de sesmarias, visto que o nome de Póvoa deriva do latim “Popula”, o que significa “terra entregue para ser povoada”.

    Orago: S. Sebastião

    Área: 2242 ha

    Residentes: 208

    Atividades Económicas: Agricultura, pecuária, construção civil, artesanato (tecelagem e cestaria) e comércio.

    Colectividades: Grupo Cultural Recreativo ”Renascer das Tradições”, Grupo de Pauliteiros, Grupo de Gaiteiros “Stronca Jugs” e Associação de Caça e Pesca.

    Festas: N. Srª do Rosário (1º Dom. Out.), Stª Estevão (soltei. 26 Dez), Santo Amaro (casados 15 Jan). Romaria: N. Srª do Naso (6,7 e 8 Set).

    Património: Igreja Matriz, Santuário de N. Srª do Naso, Capelas de N. Srª das Dores e do Divino Espírito Santo, vários cruzeiros, dos quais se salientam os do Cano, Poceirão e do largo da Igreja, estrada romana, pegadas do mouro, Poço dos Mouros no Naso e alguns poços romanos, ruínas de moinhos, fráguas, lagares e vestígios do santuário abandonado de N. Srª do Picão do qual se encontram ainda 12 estrelas lembrando as 12 aparições da Vírgem.

     

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