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Miranda do Douro surpreendida com criação de Museu da Língua Portuguesa em Bragança
Miranda do Douro, Bragança, 15 jun (Lusa) - O presidente da Câmara de Miranda do Douro mostrou-se hoje "surpreendido" com o anúncio da construção do Museu da Língua Portuguesa em Bragança, sem que os divulgadores da língua mirandesa fossem consultados para um projeto desta dimensão.
"Faz-se referência a um território com duas línguas [oficias], o português e o mirandês quando, desde Bragança, nada foi falado coisa sobre a iniciativa com o município de Miranda do Douro, nem com Associação de Língua Mirandesa ou as entidades académicas que se dedicam ao estudo do mirandês", disse à Lusa Artur Nunes.
O autarca acrescentou que se tem dado enfoque à língua mirandesa para a elaboração do projeto do Museu da Língua Portuguesa e sua candidatura a fundos comunitários quando "não há qualquer contacto entre as partes [Miranda e Bragança]".
"Se Bragança tem intenção de criar um Museu da Língua, acho que, em primeiro lugar, deveriam ter sido convidadas a participar, as instituições e os linguistas que se têm dedicado ao estudo e divulgação da língua mirandesa. Depois, há toda uma envolvência do mirandês no território e a nível internacional, onde o mirandês está a ser projetado e reconhecido pelos especialistas", frisou.
Artur Nunes disse ainda que não está contra a criação do Museu da Língua Portuguesa em Bragança, acrescentando, que quando se fala num polo do mirandês "deveria haver uma consulta pública às entidades de se dedicam à promoção da língua, ao seu estudo, preservação e divulgação".
"A intenção do município de Miranda do Douro sempre passou pela criação de um centro interpretativo da língua mirandesa e de um museu onde fique depositada toda a memória da segunda língua oficial de Portugal", enfatizou.
O município de Miranda do Douro adiantou, ainda, que no próximo sábado, no decurso das Jornadas Língua " Amadeu Ferreira", serão apresentados e anunciados um conjunto de estudos e projetos que envolvem diversas universidades portuguesas que se dedicam aos estudo e investigação da língua mirandesa.
"Nós pretendemos instalar em Miranda do Douro um grande centro interpretativo das línguas minoritárias, numa altura em que estamos em conversações com o Governo para que seja assinada a Carta Europeia das Línguas Minoritárias", concluiu.