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Tintim 'Fala' Mirandês no Panteão Nacional
O Panteão Nacional serviu de palco, na passada quarta-feira, 11 de março, para um momento histórico de afirmação linguística: a apresentação de “Ls Xarutos de l Faraó”. Trata-se da tradução para língua mirandesa da icónica obra “Os Charutos do Faraó”, uma das mais célebres aventuras de Tintim, criada por Hergé em 1934.
A chegada do jovem repórter ao universo do mirandês não é apenas um marco editorial, mas um gesto de salvaguarda do património imaterial português. Além do livro físico, a presença da língua no monumento nacional será reforçada através de conteúdos digitais gratuitos disponibilizados aos visitantes, sublinhando a diversidade cultural do país.
Uma Frente Comum pela Língua
A sessão solene contou com figuras de destaque na defesa do mirandês e representantes do Governo:
Helena Barril, Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, destacou o orgulho da região nesta conquista.
A ALCM – Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa esteve representada pelo seu Presidente, Orlando Teixeira, e por Alcides Meirinhos, que reforçaram o papel vital destas adaptações para manter a língua viva.
Alfredo Cameirão, Comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, e Daniel Sasportes, promotor do projeto editorial, detalharam o processo de trazer Hergé para o contexto linguístico das Terras de Miranda.
O evento contou ainda com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que validou a importância institucional desta iniciativa na promoção da bibliodiversidade.
"A entrada do mirandês no Panteão Nacional, através de uma obra de alcance universal como Tintim, é um reconhecimento do valor desta língua como expressão viva da nossa identidade."

